Tinha dezesseis anos, podia não ser maior de idade, mas de que importava isso? Peguei a chave do carro do meu irmão, liguei o carro, a adrenalina corria pelo meu corpo, mas eu já estava lá dentro, não ia desistir naquele ponto.
Dez minutos depois eu já estava buzinando na frente da casa da minha amiga, ela desceu as escadas mais rápido do que eu imaginava, e quase enlouqueceu com a minha surpresa... Bom, era até de se esperar já que ela era tão certinha, até o pijama que ela usava estava combinando de uma forma inexplicável.
- O que você está fazendo aqui, e com um carro? - ela perguntou assustada.
- O que você acha? Troca de roupa, entra no carro e vamos!
- O que?!
- É, isso mesmo, vai, ninguém vai morrer!
- Credo! E você sabe dirigir essa coisa? - duvidou ela.
- Claro, como você acha que eu vim até aqui?
- E pra onde nós iríamos?
- Eu não sei! - falei sorrindo.
- Como não sabe?
- É, eu não sei, vamos passear, sei lá! Mas antes você precisa tirar o pijama!
Ela me olhou desconfiada e hesitou alguns segundos, mas entrou em casa novamente e foi trocar de roupa. Eu a conhecia o suficiente para saber que apesar de certinha ela gostava de se arriscar as vezes.
- Pronto! - ela vinha correndo pelo caminho de pedras.
- Shhh! Que roupa é essa? São quase duas horas da manhã e você quer usar uma blusa que você usa pra ir à escola! Troca isso!
- Não, eu gosto dela! - encarei- a por um instante...
- Ta bom, eu já volto!
Finalmente, vinte minutos depois entramos no carro e abrimos o teto solar. O vento batia nos nossos cabelos, era incrível a sensação de liberdade, a sensação de poder fazer o que quiser. Do meu lado havia um enorme sorriso, daquele tipo sincero que erradiava felicidade, eu sabia que no fundo ela queria fazer aquilo desde o início, sentir um pouco essa sensação.
Eu só me senti um pouco apreensiva por um momento, quando pensei que aquela era a primeira vez que eu estava realmente dirigindo, com a mão no volante e o pé no acelerador - e o outro no freio é claro -. Já estava me dando bem com as marchas e depois, não pensei mais nisso, era apenas a sensação de liberdade, a música alta e a companhia da minha melhor amiga.
No final... Ah, o final dessa história foi meio drástico, sofremos um acidente e fomos parar na delegacia... Brincadeirinha, a minha amiga foi deixada em casa, e aquela incrível máquina vermelha foi deixada na garagem novamente.
Entrei no meu quarto, olhei pra minha cama e por algum motivo que eu desconheço, lembrei daquela sensação e sorri sozinha. Troquei de roupa e deitei, tão relaxada e feliz como nunca.
O problema, é claro, foi na hora que eu levantei - não posso dizer que foi no dia seguinte, porque eu virei a noite... Mas isso não convém. - com um berro. Eu estava morrendo de sono, os olhos ainda embaçados, mas mesmo assim desci correndo as escadas para saber o que aconteceu. Então, lembrei da voltinha que eu dei com o carro. Acho que o carro não estava tão bem quanto eu esperava...
- O que aconteceu?? - ele berrava.
- Será que da pra alguém me explicar o que está acontecendo? - minha mãe perguntava.
Meu pai tinha derrubado o café na mesa e molhado o jornal com o susto que ele levou ouvindo os berros do meu irmão. Desci as escadas. Todos pararam e olharam pra mim...
- O que você fez? - me perguntou o meu irmão - Que porcaria você fez com o meu carro? - berrou ele.
- Eu? - perguntei com um ar inocente como se não estivesse entendendo nada.
Meus pais estavam me encarando, todos me encaravam, me senti sem saída, dessa vez eu não tinha como mentir...
- Ta, eu peguei o carro emprestado ontem... Mas foi só um pouquinho... E ele voltou inteiro... Não voltou?
- O que você acha? - meu irmão disse bravo.
- Que... Sim... ?!
- Você está de castigo. - meu pai disse sem nem parar para refletir.
- Mas pai... - olhei para ele e para mamãe com a cara mais inocente que eu pude fazer, tentando imitar o esquilinho de "Os Sem-Floresta" doido pra ter o cookie, mas não funcionou. Eu já tinha dezesseis anos, já era de se esperar que não fosse dar certo... Que pena. Enfim...
- Não adianta fazer essa cara, e você ainda vai tentar arrumar um jeito de pagar o que fez! - minha mãe disse.
- O que?! - isso eu já considerava um exagero, o castigo tudo bem, mas isso?!
- É, isso mesmo que você ouviu. Imagina o que podia ter acontecido! - minha mãe falou.
- Mas não aconteceu nada! - eu disse.
- Sem discussão! - meu pai disse já ficando bravo. - Pode subir para o seu quarto!
- Mas eu ainda nem tomei café!! - retruquei.
- Então toma café e sobe.
Fiz o que mandaram, foi um dos piores castigos da minha vida: apenas três horas de televisão, sair só uma vez a cada duas semanas e só para casa das amigas que os meus pais conheciam, computador só por duas horas, música baixa, ir dormir as dez... Me sentia uma criança, mas graças a esse castigo entrei no mundo dos livros, o que era uma coisa que eu jamais imaginaria pra mim mesma, mas foi bom, minha prateleira de livros agora é bem lotada, e as horas na internet diminuíram, mesmo depois do castigo. Com os livros a minha hábilidade com a escrita foi melhorando, o papel e a caneta eram grandes amigos meus, até blogs e o word e foi assim que consegui o dinheiro para arrumar o carro do meu irmão.
Eu não arrependo do que fiz, não trocaria a sensação de liberdade por nada, e afinal, as consequencias do castigo não foram tão ruins não é?
Close your eyes and dream
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
domingo, 19 de dezembro de 2010
Só por curiosidade...
Todos nós somos curiososos, não adianta negar. Pode não ser sempre, mas acho que não tem ninguém nesse mundo que nunca teve vontade de entrar no meio de uma conversa por exemplo e saber o que está acontecendo. A curiosidade é um fato.
Costumamos falar: "Só por curiosidade...", e fazer uma pergunta, mas nunca vai ser apenas por curiosidade pronto e acabou, é claro que queremos saber por algum motivo, ninguém é estúpido, existem só aqueles que fingem ser, ou não sabem que agem com certa estupidez porque acham que são estúpidos - se é que vocês me entendem -.
Bom, apesar da minha opinião, eu não vou abandonar o uso dessa expressão, porque afinal, quantas coisas conseguimos saber a partir dela ?
Costumamos falar: "Só por curiosidade...", e fazer uma pergunta, mas nunca vai ser apenas por curiosidade pronto e acabou, é claro que queremos saber por algum motivo, ninguém é estúpido, existem só aqueles que fingem ser, ou não sabem que agem com certa estupidez porque acham que são estúpidos - se é que vocês me entendem -.
Bom, apesar da minha opinião, eu não vou abandonar o uso dessa expressão, porque afinal, quantas coisas conseguimos saber a partir dela ?
domingo, 7 de novembro de 2010
.
Quero andar em uma moto com o vento batendo em meu rosto.
Quero velejar e deixar meu cabelo voar e dar nós.
Quero entrar em uma caverna e não saber o que vem a seguir.
Quero montar em um cavalo e correr sem rumo.
Quero cheirar as rosas e saltitar pelo gramado.
Mas antes de qualquer coisa, quero que você esteja ao meu lado.
Quero velejar e deixar meu cabelo voar e dar nós.
Quero entrar em uma caverna e não saber o que vem a seguir.
Quero montar em um cavalo e correr sem rumo.
Quero cheirar as rosas e saltitar pelo gramado.
Mas antes de qualquer coisa, quero que você esteja ao meu lado.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Limites .
"All this time
I've been working them angels overtime
Riding and driving and flying
Just over the edge"
RUSH. Workin' them Angels
Pessoalmente, eu acho que os limites não existem, nós mesmos os colocamos em nossos caminhos para não chegarmos a um nível realmente insano de loucura e atos completamente doidos. Você pode fazer o que quiser, mas vai acabar colocando um limite, uma placa de pare no seu caminho. E se não for você a pessoa a colocar, pode apostar que alguém coloca pra você. Os limites não existem "sozinhos", alguém os cria, e os outros aceitam, ou você mesmo os cria, simples.
As vezes, passamos dos "limites", e acaba valendo a pena... Ou não. Aí é uma questão de situação. Eu gosto as vezes de chegar bem perto do limite - e as vezes passar dele -, ficar com aquela sensação de "E agora? Como vai ser?", é emocionante, rs.
Beijoos !
- C
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Porque deixar pra amanhã o que você pode resolver hoje?
Não resolva isso agora pensando taanto assim no futuro, pensa no que nós podemos aproveitar, pensa no tempo que ainda temos, e que no futuro nós vamos resolver essa questão.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Porque um amor não simplesmente acaba .
Todos os seus simples e pequenos gestos faziam com que o meu coração pulasse de alegria e que um sorriso se abrisse no meu rosto. Acho antiquado dizer que você era o meu príncipe encantado, mesmo porque, se eu dissesse isso, diria que tudo foi um conto de fadas...
Depois de passeios de bicicleta, fogueiras acesas e caiaques na água você vai embora, como se nada tivesse sido importante, como se os meus sentimentos tivessem virado um brinquedo, ou melhor dizendo, um jogo.
Por um momento, achei que você fosse diferente dos outros que eu já havia conhecido, mas você era apenas mais um insensível, que eu por acaso reencontrei depois das férias na nova escola.
Você me viu lá e durante tempos e fingiu que não me conhecia, mas uma hora decidiu vir atrás. Não dei importância para pergunta inútil que você havia feito, simplesmente respondi arrogantemente e saí.
O que tinha dado em você? Eu não sei, nunca saberei responder isso, e por um tempo, eu também não saberia responder o que aquelas rosas faziam nas mãos de um entregador junto com um bilhete escrito "Eu te amo.".
Um dia você me perguntou o que eu achei das rosas, e eu não sabia responder, você se disse arrependido de ter me ignorado, e que tudo o que estava tentando fazer era me esquecer.
Naquela hora, não pude evitar lembrar de todos os momentos que tivemos no verão. Olhei para os seus olhos e disse que apesar de também te amar, o certo a fazer seria te ignorar também.
Semanas depois nos deparamos no corredor da escola, ninguém nos corredores, apenas nós. Você disse "Eu ainda amo você, te ignorar não dá, não se esquece uma pessoa de uma hora para a outra.", e meu coração me obrigou a responder "Eu também amo você e não sei te evitar.".
Depois de passeios de bicicleta, fogueiras acesas e caiaques na água você vai embora, como se nada tivesse sido importante, como se os meus sentimentos tivessem virado um brinquedo, ou melhor dizendo, um jogo.
Por um momento, achei que você fosse diferente dos outros que eu já havia conhecido, mas você era apenas mais um insensível, que eu por acaso reencontrei depois das férias na nova escola.
Você me viu lá e durante tempos e fingiu que não me conhecia, mas uma hora decidiu vir atrás. Não dei importância para pergunta inútil que você havia feito, simplesmente respondi arrogantemente e saí.
O que tinha dado em você? Eu não sei, nunca saberei responder isso, e por um tempo, eu também não saberia responder o que aquelas rosas faziam nas mãos de um entregador junto com um bilhete escrito "Eu te amo.".
Um dia você me perguntou o que eu achei das rosas, e eu não sabia responder, você se disse arrependido de ter me ignorado, e que tudo o que estava tentando fazer era me esquecer.
Naquela hora, não pude evitar lembrar de todos os momentos que tivemos no verão. Olhei para os seus olhos e disse que apesar de também te amar, o certo a fazer seria te ignorar também.
Semanas depois nos deparamos no corredor da escola, ninguém nos corredores, apenas nós. Você disse "Eu ainda amo você, te ignorar não dá, não se esquece uma pessoa de uma hora para a outra.", e meu coração me obrigou a responder "Eu também amo você e não sei te evitar.".
domingo, 24 de outubro de 2010
Eu te amo, e você realmente sabe disso. Sabemos que você também, de algum jeito, gosta de mim, mas não tem taanta certeza. É tão difícil assim tomar essa decisão? Tudo o que já passamos e falamos ainda não é o suficiente? Só quero que você, por favor, tome essa decisão o mais rápido possível, pra de uma vez por todas eu saber que você é "meu". Só quero que o "talvez", e o "acho que sim", virem um "sim". :/
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